Mamas densas. Se você já encontrou esse termo na sua mamografia, agora é a hora de saber o que significa e quando é necessário investigar mais.
O QUE SÃO MAMAS DENSAS?
Na mamografia, a mama é composta por diferentes proporções de:
- tecido adiposo (gordura)
- tecido fibroglandular
Quanto maior a quantidade de tecido fibroglandular, mais densa é a mama.
A densidade é classificada em 4 categorias no BI-RADS:
- A: predominantemente gordurosa
- B: áreas esparsas de tecido fibroglandular
- C: heterogeneamente densa
- D: extremamente densa
As categorias C e D são consideradas mamas densas.
POR QUE ISSO É IMPORTANTE?
Porque a densidade pode dificultar a visualização de algumas lesões na mamografia.
Na imagem:
- tecido mamário denso → aparece mais branco
- algumas alterações suspeitas, incluindo muitos cânceres → também podem aparecer brancas
Ou seja: quanto mais densa a mama, maior a possibilidade de uma lesão ficar “escondida” no exame.
MAMA DENSA AUMENTA O RISCO DE CÂNCER?
Sim. A densidade mamária é considerada um fator de risco independente para câncer de mama.
Mulheres com mamas extremamente densas apresentam risco maior do que mulheres com mamas predominantemente adiposas.
Mas atenção: TER MAMA DENSA NÃO SIGNIFICA TER CÂNCER.
E também não significa, sozinha, que você seja uma paciente de “alto risco”. O risco precisa ser avaliado junto com outros fatores, como idade, história familiar, genética, histórico reprodutivo e história pessoal.
ENTÃO A MAMOGRAFIA “NÃO FUNCIONA” EM MAMAS DENSAS?
A mamografia continua sendo um exame fundamental para o rastreamento. O problema é que sua capacidade de detectar alguns cânceres pode ser menor quando a mama é muito densa.
Por isso, em algumas mulheres, pode ser necessário complementar o rastreamento com outro método de imagem.
A PRINCIPAL MENSAGEM
Mama densa não é diagnóstico de câncer, mas é uma informação que merece ser considerada na avaliação do seu risco e na estratégia de rastreamento.
Se o seu laudo diz “mamas heterogeneamente densas” ou “extremamente densas”, converse com seu mastologista. O melhor rastreamento é aquele adequado ao seu risco individual.
Texto da Dra. Milena Martello Cristófalo


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