sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Outubro Rosa: 5 estratégias de autocuidado das mamas

 



Você já ouviu falar em autocuidado das mamas? Neste Outubro Rosa, que tal conhecer as cinco estratégias de cuidado? Confira: 

1 - Conheça o seu risco

Pergunte para os seus familiares se tem casos de câncer na família e qual tipo de câncer essas pessoas tiveram. Procure saber, principalmente, se tem algum caso de câncer de mama, câncer de mama nas duas mamas, câncer de ovário ou câncer de mama em homem. 

2 - Compartilhe as informações com o médico

O médico vai unir o histórico familiar com outros dados sobre a sua saúde para calcular o seu risco.

3 - Conheça as suas mamas

Não é autoexame, é autoconhecimento. Se a gente se conhecer, consegue detectar mudanças muito mais rapidamente e procurar ajuda. Busque saber o que é normal para você.

4 - Faça os exames de rotina

O médico vai indicar os exames de acordo com seu perfil de risco e idade. Se você for uma mulher com mais de 40 anos e com risco de câncer de mama baixo, deve fazer a mamografia e o exame clínico anualmente.

5 - Hábitos de vida saudáveis

Evite álcool e tabaco. Evite estresse crônico e ganho de peso (obesidade é um dos principais fatores de risco para câncer de mama). Durma bem, porque é durante o sono profundo que o corpo antioxida e se protege contra a doença. Alimente-se bem, com comida de verdade, e faça atividade física.

Texto da Dra. Patricia Valentini Melo

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Minhas mamas são densas, mas o que isso significa?


Mamas densas. Se você já encontrou esse termo na sua mamografia, agora é a hora de saber o que significa e quando é necessário investigar mais.

O QUE SÃO MAMAS DENSAS?

Na mamografia, a mama é composta por diferentes proporções de:

  • tecido adiposo (gordura)
  • tecido fibroglandular

Quanto maior a quantidade de tecido fibroglandular, mais densa é a mama.

A densidade é classificada em 4 categorias no BI-RADS:

  • A: predominantemente gordurosa
  • B: áreas esparsas de tecido fibroglandular
  • C: heterogeneamente densa
  • D: extremamente densa

As categorias C e D são consideradas mamas densas.

POR QUE ISSO É IMPORTANTE?

Porque a densidade pode dificultar a visualização de algumas lesões na mamografia.

Na imagem:

  • tecido mamário denso → aparece mais branco
  • algumas alterações suspeitas, incluindo muitos cânceres → também podem aparecer brancas

Ou seja: quanto mais densa a mama, maior a possibilidade de uma lesão ficar “escondida” no exame.

MAMA DENSA AUMENTA O RISCO DE CÂNCER?

Sim. A densidade mamária é considerada um fator de risco independente para câncer de mama.

Mulheres com mamas extremamente densas apresentam risco maior do que mulheres com mamas predominantemente adiposas.

Mas atenção: TER MAMA DENSA NÃO SIGNIFICA TER CÂNCER.

E também não significa, sozinha, que você seja uma paciente de “alto risco”. O risco precisa ser avaliado junto com outros fatores, como idade, história familiar, genética, histórico reprodutivo e história pessoal.

ENTÃO A MAMOGRAFIA “NÃO FUNCIONA” EM MAMAS DENSAS?

A mamografia continua sendo um exame fundamental para o rastreamento. O problema é que sua capacidade de detectar alguns cânceres pode ser menor quando a mama é muito densa.

Por isso, em algumas mulheres, pode ser necessário complementar o rastreamento com outro método de imagem.

A PRINCIPAL MENSAGEM

Mama densa não é diagnóstico de câncer, mas é uma informação que merece ser considerada na avaliação do seu risco e na estratégia de rastreamento.

Se o seu laudo diz “mamas heterogeneamente densas” ou “extremamente densas”, converse com seu mastologista. O melhor rastreamento é aquele adequado ao seu risco individual.

Texto da Dra. Milena Martello Cristófalo

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Menopausa e digestão: será que as enzimas digestivas podem ajudar?




Por que a digestão pode mudar na menopausa?

A queda do estrogênio não afeta apenas os sintomas clássicos da menopausa. Ela também pode influenciar motilidade intestinal, composição da microbiota, metabolismo e sensibilidade gastrointestinal. E isso pode mudar a forma como o corpo lida com as refeições.

O que são enzimas digestivas?

São proteínas que ajudam a quebrar os alimentos em moléculas menores, permitindo que sejam absorvidos pelo organismo. 

Entre elas:

Proteases → proteínas
Lipases → gorduras
Amilases → carboidratos

Elas fazem parte da nossa própria fisiologia digestiva.

E onde elas entram na menopausa?

Em algumas mulheres, principalmente quando existem sintomas digestivos específicos, uma estratégia com enzimas pode ajudar na digestão de determinados alimentos.

Mas atenção: enzima digestiva não é sinônimo de “melhor digestão” para todo mundo. A indicação precisa fazer sentido para o quadro de cada mulher.

Por exemplo:

Você come uma refeição mais rica em gordura e percebe:

  • sensação de estômago pesado
  • distensão abdominal
  • desconforto após comer

Dependendo da causa, uma enzima como a lipase pode fazer parte da estratégia.

Já em outras situações, o problema pode estar na motilidade intestinal, microbiota, intolerâncias alimentares ou simplesmente no excesso de determinados alimentos.

Por isso, investigar é mais importante do que suplementar.

Enzimas não substituem uma alimentação adequada

Não adianta usar enzimas para “compensar” uma alimentação que sobrecarrega o sistema digestivo.

Uma boa digestão começa por:

  • qualidade da alimentação
  • mastigação adequada
  • regularidade das refeições
  • hidratação
  • movimento
  • sono adequado

E, quando necessário, uma estratégia individualizada.


E existe outro ponto importante:

A digestão é apenas uma parte da história. Para a mulher na menopausa, precisamos olhar também para: intestino + microbiota + absorção de nutrientes + metabolismo + hormônios.

Porque cuidar da saúde na menopausa é cuidar do organismo como um sistema integrado.


Sentir que sua digestão mudou depois dos 40 ou 50 não significa que você precisa simplesmente “tomar enzimas” ou “prazois”. 

Significa que seu corpo está pedindo atenção.
  • Investigar a causa.
  • Entender o que mudou.
  • E escolher a estratégia certa para você.

Menopausa não é uma doença.
Mas é uma fase que merece uma abordagem diferente.

Dra. Patricia Valentini de Melo
Idealizadora da Choice Medicine, é formada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e especialista em mastologia, ginecologia e obstetrícia.

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