terça-feira, 7 de novembro de 2023

Menopausa: tratamento natural ou convencional?



Precisamos estar atentas para vivermos da melhor forma a fase mais especial das nossas vidas, a menopausa. Como vocês já sabem, nessa fase, a mudança de estilo de vida é crucial e deveria ser considerada o maior e melhor remédio.

Mas, muitas vezes precisamos ir além, particularmente quando alguns sintomas insistem em nos perseguir. Nesse caso, os tratamentos naturais podem ser uma excelente opção para amenizar os sintomas que aparecem em 80% das mulheres na perimenopausa.

Você já ouviu falar em fitormônios?

Além dos compostos bioativos, muitas plantas têm em sua composição os fitormônios, que são substâncias essenciais para o desenvolvimento vegetal e que curiosamente podem beneficiar a nossa saúde em vários aspectos. Um de seus benefícios é ajudar a amenizar os sintomas do climatério e menopausa. Por isso, podem ser auxiliares no tratamento dessa fase da vida da mulher, particularmente em casos de contra-indicações do uso da terapia hormonal, mas também complementando o tratamento convencional.

Dra. Patricia Valentini de Melo
Idealizadora da Choice Medicine, é formada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e especialista em mastologia, ginecologia e obstetrícia.

Choice Medicine
Endereço: Rua Joaquim Floriano, 466 - cj 314 Brascan Century Office - Itaim Bibi - São Paulo Telefones: (11) 2165-1077 / (11) 94276-3154
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terça-feira, 26 de setembro de 2023

Menopausa: benefícios do folato



Como prometido, hoje vamos continuar a falar sobre estudos de revisão sistemática envolvendo suplementos na menopausa! Um nutriente essencial que pode trazer inúmeros benefícios para as mulheres durante a menopausa é o folato, também conhecido como vitamina B9 (forma ativada do ácido fólico).

Uma série de estudos tem demonstrado que um baixo nível de folato está associado a uma variedade de condições neuropsiquiátricas.

O baixo nível de folato pode ser devido à diminuição da ingestão/absorção de folato; perda do transporte de folato pela barreira hematoencefálica devido à inflamação; mutações nos genes que codificam transportadores de folato; mutações nos genes da via do metabolismo do folato.

Em adultos, os distúrbios do metabolismo do folato estão associados à esquizofrenia, transtornos depressivos maiores (incluindo depressão pós-parto e pós-menopausa), transtorno afetivo bipolar (TAB) e transtornos do espectro autista (TEA). Esses distúrbios podem ser devidos à produção perturbada de neurotransmissores.

Apesar dos níveis normais de folato, alguns pacientes podem não ser capazes de metilar adequadamente. O aumento da homocisteína pode ser um indicador útil de deficiência funcional de folato.

Uma revisão sistemática realizada em 2022 por LAM, Nelson Siu Kei et al. avaliou o uso potencial do folato no tratamento dos transtornos psiquiátricos citados. Como conclusão, essa revisão mostrou que evidências crescentes demonstram consistentemente que suplementos de folato, especialmente ácido levomefólico ou 5-metilfolato, podem melhorar os resultados clínicos de certas doenças psiquiátricas, especialmente como farmacoterapia adjuvante com mínimos efeitos colaterais.

Lembre-se de que a menopausa é apenas uma nova fase e, com o cuidado certo, você pode vivenciá-la com saúde e equilíbrio. Estamos aqui para apoiá-la nessa jornada!

Dra. Patricia Valentini de Melo
Idealizadora da Choice Medicine, é formada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e especialista em mastologia, ginecologia e obstetrícia.

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terça-feira, 12 de setembro de 2023

Sangramento na menopausa?




A atriz Vera Holtz, 70 anos, contou que menstruou quando já tinha 63 anos de idade. O episódio aconteceu durante a gravação de "Quatro Irmãs", documentário protagonizado por ela e que teve estreia no mês de agosto.

“Quando fizemos esse documentário tivemos um fenômeno. Não sei se por que eu estava fazendo reposição hormonal ou não na época, mas eu realmente menstruei, aos 63, época em que filmamos”, declarou ela em entrevista recente para a revista IstoÉ.

Apesar de parecer um “fenômeno” romântico, quero aproveitar para alertar vocês. Não é normal sangrar sem motivo na pós menopausa.

Sangramento genital nessa fase pode ser sinal de hipertrofia de endométrio (camada que reveste o interior do útero) e o diagnóstico diferencial com câncer de endométrio é muito importante.

Um motivo comum de sangramento é a reposição hormonal, principalmente nos 2 primeiros anos de adaptação. Nesses casos, a dose da TH pode ser ajustada sem grandes problemas. Provavelmente, esse foi o caso da atriz.

Muito importante a avaliação de cada caso pelo médico especialista e a realização de uma ultrassonografia transvaginal para melhor avaliação do endométrio.

Dra. Patricia Valentini de Melo
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terça-feira, 5 de setembro de 2023

Menopausa e climatério: benefícios do Whey Protein



Hoje é dia de compartilhar com você os estudos científicos mostrando os benefícios do Whey Protein na menopausa e climatério. E são muitos! Mas atenção! Ler o rótulo é fundamental! O WP é incrível quando puro e sem aditivos químicos.

Osteoporose/Risco de Traumas: Uma revisão de estudos mostrou que a administração combinada de proteínas por meio de dieta e suplementos de WP pode reduzir a progressão da osteoporose e o risco de fratura em mulheres osteoporóticas na pós-menopausa.

A ingestão de proteína dietética basal deve estar dentro dos níveis normais para alcançar um efeito positivo da suplementação com WP.

Sarcopenia: Em outra revisão de estudos, os autores concluíram que a suplementação de WP em mulheres na pós-menopausa está associada a um aumento significativo na massa corporal magra e a uma diminuição significativa na massa gorda, a um aumento significativo na força muscular e no desempenho físico, e a uma diminuição significativa no colesterol total e no colesterol LDL.

Mais energia: Durante o climatério, o corpo pode sentir uma queda de energia. O Whey Protein é uma fonte de proteína de alta qualidade, que pode ajudar a fornecer a energia necessária para enfrentar o dia a dia com vitalidade.

Facilita a recuperação: Atividades físicas e exercícios são essenciais em todas as fases da vida. O Whey Protein pode ser um excelente aliado após os treinos, contribuindo para a recuperação muscular e redução de dores.

Suporte ao sistema imunológico: Durante a menopausa, o sistema imunológico pode ficar mais suscetível a desequilíbrios. O Whey Protein contém imunoglobulinas e lactoferrina, que auxiliam no fortalecimento da imunidade. 

Colágeno e elastina: O Whey Protein também é rico em aminoácidos, como prolina e glicina, que são importantes para a formação de colágeno e elastina, ajudando a manter a pele firme e saudável.

Fácil de consumir: O Whey Protein pode ser facilmente incorporado à rotina, seja adicionando em shakes, smoothies ou até mesmo em receitas saudáveis. 

Dose certa: Para obter os benefícios do Whey Protein, é essencial consumi-lo de forma adequada.

Consulte um profissional de saúde para encontrar a dosagem ideal para suas necessidades. Cuide de você sempre! Lembre-se de que cada mulher é única e, durante o climatério e menopausa, é essencial se cuidar com carinho. Além do Whey Protein, mantenha uma alimentação equilibrada, faça exercícios de rotina (particularmente a musculação) e tenha um estilo de vida saudável. E antes de fazer mudanças significativas em sua dieta ou suplementação, converse com um médico ou nutricionista. Eles irão auxiliar você na jornada de bem-estar durante esta fase da vida.

Lembre-se sempre de que, com o apoio de profissionais e hábitos saudáveis, você pode atravessar o climatério e a menopausa com mais saúde e vitalidade.
Estamos juntas nesta jornada!

Você já incluiu o Whey Protein na sua rotina? Como foi?

Dra. Patricia Valentini de Melo
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terça-feira, 15 de agosto de 2023

Menopausa: Benefícios do Ômega 3 na saúde das mulheres


Hoje, vamos falar sobre um aliado poderoso na fase da menopausa: o Ômega 3!

A menopausa é uma etapa natural da vida de toda mulher, marcada por mudanças hormonais e desafios para a saúde. Mas você sabia que o Ômega 3 pode ser uma ajuda valiosa nesse período? Vamos entender como ele pode beneficiar você nessa jornada:

Ação anti-inflamatória: é reconhecido por suas propriedades anti-inflamatórias, ajudando a reduzir inflamações no corpo. Durante a menopausa, esse aspecto pode ser especialmente benéfico, pois algumas mulheres podem experienciar um aumento na inflamação devido às flutuações hormonais. Incorporar alimentos ricos em Ômega 3 ou suplementos pode auxiliar a amenizar esse impacto negativo.

Saúde cardiovascular: é reconhecido por promover a saúde do coração, ajudando a manter níveis saudáveis de triglicerídeos e colesterol, além de contribuir para a manutenção da pressão arterial.

Humor e cognição: pode aliviar sintomas depressivos, reduzir ansiedade e melhorar cognição durante a transição menopausal.

Veja como incluir o Ômega 3 em sua rotina:

Peixes como salmão (não o de cativeiro), sardinha e atum são excelentes fontes. Tente consumi-los, pelo menos, duas vezes por semana.
Nozes, sementes de linhaça e chia também são ótimas opções vegetarianas para obter essa gordura saudável.
Se necessário, converse com um profissional de saúde sobre suplementos para garantir que você está recebendo a quantidade adequada.

Lembrando sempre que é fundamental um estilo de vida saudável! E consultar um médico ou nutricionista para avaliar suas necessidades individuais e indicar a melhor abordagem para a sua saúde.


Cuide-se e lembre-se de que a menopausa é apenas uma nova fase da vida, cheia de oportunidades para uma jornada de bem-estar e plenitude.

Dra. Patricia Valentini de Melo
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terça-feira, 4 de julho de 2023

Menopausa: benefícios da progesterona micronizada



Aproveitando o estudo randomizado que saiu nesta semana na revista Nature sobre o uso da progesterona micronizada em fogachos noturnos nas mulheres na perimenopausa, trouxe uma reflexão sobre o uso dela. A progesterona micronizada é uma forma de progesterona produzida em partículas muito pequenas para facilitar a absorção pelo corpo. Há décadas, vem sendo utilizada em gestantes com inúmeros benefícios e tem sido estudada com resultados positivos para mulheres 40+. Além disso, estudos iniciais e promissores têm surgido em relação aos potenciais benefícios para o sistema nervoso central. Embora a pesquisa nessa área ainda seja limitada, alguns estudos sugerem que a progesterona pode ter efeitos neuroprotetores e melhorar a saúde cerebral. 

A confusão acontece porque há muito tempo a “progesterona” usada na Terapia Hormonal da menopausa é um remédio sintético conhecido como progestina, progestágeno ou progestogênio, com características bioquímicas parecidas, mas não iguais às da progesterona natural. 

O objetivo do seu uso sempre foi proteger o endométrio dos efeitos proliferativos do estradiol e apenas esse. E por isso não fazia sentido uma mulher sem útero utilizá-la. Poucos sabem, mas, aos poucos, a ciência demonstrou que o efeito desse remédio era oposto ao da nossa PROGESTERONA nos outros órgãos, aumentando inchaço, ganho de peso, irritabilidade e até risco para câncer de mama! Ao contrário, a progesterona micronizada tem características bioquímicas iguais à da progesterona natural e por isso tem sido tão benéfica! Ah! E parece não estar relacionada ao risco para câncer de mama.

Agora me responde: será que apenas as mulheres com útero merecem esses benefícios? E aquelas que não têm mais o útero? Devem mesmo ser privadas? Infelizmente, os guidelines não levam em conta as individualidades e necessidades de cada mulher. É preciso refletir sobre a importância disso e usar a empatia na prática clínica.

CONCEITO IMPORTANTE: Progesterona não é progestina. Progesterona não é progestágeno. Progesterona não é progestogênio.

Progesterona e melhora da qualidade do sono: estudos mostraram que a terapia com progesterona pode aumentar a duração do sono, reduzir a frequência dos despertares noturnos e melhorar a sensação geral de descanso. 

Progesterona e proteção óssea: A deficiência de progesterona pode levar à perda de massa óssea e aumentar o risco de osteoporose em mulheres na pós-menopausa. A reposição com progesterona micronizada pode ajudar a preservar a densidade óssea e reduzir o risco de fraturas. 

Progesterona e estabilização do humor: a progesterona desempenha um papel importante na regulação do humor. A deficiência de progesterona pode estar relacionada a sintomas de ansiedade, irritabilidade e depressão. A terapia com progesterona micronizada pode ajudar a estabilizar o humor e reduzir esses sintomas em algumas mulheres.

Progesterona e melhora da cognição: algumas pesquisas sugerem que a progesterona pode ter efeitos positivos na cognição e na função cerebral. Estudos clínicos mostraram que a terapia com progesterona pode melhorar a memória verbal e a velocidade de processamento cognitivo em mulheres na pós-menopausa. 

Progesterona e redução no risco de doenças neurodegenerativas: alguns estudos sugerem que a progesterona pode ter efeitos protetores contra doenças neurodegenerativas, como doença de Alzheimer e doença de Parkinson. A progesterona pode ajudar a preservar a saúde neuronal e reduzir a progressão dessas doenças. 

Progesterona e efeito diurético leve: sabe aquele inchaço no pré-menstrual que piora na peri e depois se mantém na pós-menopausa? Simples deficiência de progesterona. Progestinas incham por terem efeito oposto! Progesterona desincha!

Progesterona e redução do risco de câncer do endométrio: o uso de progesterona micronizada via oral pode reduzir o risco de desenvolvimento de câncer de endométrio em mulheres na pós-menopausa. A progesterona ajuda a equilibrar os efeitos do estrogênio no revestimento do útero, diminuindo a proliferação excessiva de células que podem levar ao câncer. 

ATENÇÃO: a terapia com progesterona micronizada deve ser prescrita e monitorada por um médico especialista, levando em consideração as necessidades e histórico médico individual de cada paciente. 

Dra. Patricia Valentini de Melo
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terça-feira, 13 de junho de 2023

Menopausa: Qual é o melhor momento para iniciar a terapia hormonal?



Diferentemente do que muitas mulheres pensam, o melhor momento para iniciar uma reposição hormonal é ANTES de entrarmos na menopausa, ou seja, ainda na perimenopausa (alguns anos antes da última menstruação). Isso porque é nesse momento que os hormônios começam a oscilar e provocar alguns "tsunamis" em nossas vidas.

"Os estudos mostram que, quanto antes a TH (terapia hormonal) for iniciada, maiores os benefícios e menores os riscos de doenças crônicas, além da diminuição da mortalidade por todas as causas entre as mulheres e importante melhora na qualidade de vida", disse a Dra. Patricia Valentini Melo.

E vale ressaltar: cada mulher tem uma necessidade diferente e a reposição deve ser feita SEMPRE com acompanhamento médico, quando for possível fazer.

Fonte: SHE_T 

Dra. Patricia Valentini de Melo
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