terça-feira, 31 de maio de 2022

Menopausa e saúde intestinal



Saúde intestinal e menopausa... Será que uma coisa tem a ver com a outra? Engana-se quem acha que não! Simplesmente, tudo a ver!

Realmente, esse conhecimento é muito novo e você tem que estar por dentro, porque pode transformar a saúde e a vida das mulheres em todas as idades, mas particularmente na peri e na menopausa.

Dentro do intestino moram inúmeros micro-organismos, que compõem o que chamamos de microbioma intestinal. Até aí nenhuma novidade... Microbioma não só coexiste conosco, mas tem funções importantes, como produção e absorção de nutrientes, imunidade e produção hormonal. 

Quando se pensa em compensar a mulher na peri e na menopausa, é imperioso equilibrar o seu microbioma, particularmente o seu estroboloma. Ah! Essa é a grande novidade por aqui!

Estroboloma é um conjunto específico de bactérias intestinais (firmicutes e bacteriodetes), que codifica genes que desconjugam o estrogênio. Um desequilíbrio entre elas pode favorecer a formação da enzima
Beta Glucoronidase, que vai desconjugar (retirar o radical glucoronide) da molécula de Estradiol (E2) que havia sido marcado por esse radical para ser eliminado nas fezes.

Com isso, o E2 volta para a circulação, podendo estar em excesso indesejado, causando a perigosa predominância estrogênica.

De 2017 para cá, um número crescente de estudos têm mostrado a relação entre estroboloma disfuncional e câncer de mama e endométrio. Entendeu a importância disso?

O equilíbrio do microbioma intestinal garante o equilíbrio hormonal e a nossa saúde geral. Para garantir esse equilíbrio, você já sabe: é necessário adequar o estilo de vida (alimentação rica em fibras e alimentos de verdade, atividade física regular, sono de qualidade, manejo de estresse e diminuição da exposição a toxinas ambientais).

Você já começou a cuidar do seu intestino?

Dra. Patricia Valentini de Melo
Idealizadora da Choice Medicine, é formada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e especialista em mastologia, ginecologia e obstetrícia.

Choice Medicine
Endereço: Rua Joaquim Floriano, 466 - cj 314 Brascan Century Office - Itaim Bibi - São Paulo Telefones: (11) 2165-1077 / (11) 94276-3154
E-mail: choice@choicemedicine.com.br

terça-feira, 17 de maio de 2022

Menopausa: Doença cardiovascular na mulher


Doença cardiovascular... Será que tem relação com a menopausa?

A proporção estatística de doenças cardiovasculares (DCV: infarto e AVCs) entre homens e mulheres é bem conhecida. Para cada mulher que infarta antes da menopausa, temos 7 homens infartando. Porém, após os 50 anos, a proporção diminui e, a partir dos 65 anos, inverte, chegando até 3 mulheres para cada homem. Isso mesmo! 

Hoje, as DCV representam a primeira e principal causa de morte entre as mulheres no Brasil e no mundo. E a MENOPAUSA é considerada o maior FATOR DE RISCO para essa principal causa de morte entre as mulheres. E você sabe o motivo? Porque após a menopausa entramos no modo deficiência de estrogênio.

O estradiol é o grande protetor das mulheres, garantindo a nossa saúde vascular enquanto está circulando pelo organismo. Quando os seus níveis despencam (após a menopausa), adeus proteção. Os níveis de insulina sobem no sangue, gerando depósito de gordura na barriga (visceral) e inflamação progressiva, além do aumento do colesterol e da pressão arterial, levando-nos ao modo "entupimento" de veias e artérias.  

A melhor estratégia de proteção e diminuição de risco é o ajuste no estilo de vida. Quanto menos calorias ingerirmos (priorizando sempre alimentos de verdade, ricos em fibras, frescos e coloridos) e mais músculos tivermos, mais protegidas estaremos!

Lembrando que o gerenciamento do estresse e uma boa noite de sono também são importantíssimos. A terapia hormonal é uma grande aliada nessa batalha, pois os estudos mostram que é capaz de diminuir muito o risco de DCV, desde que usada dentro da conhecida janela de oportunidade (10 anos a partir da data da última menstruação) e, quanto antes for iniciada, maiores os benefícios e menores os riscos.

Fique atenta! ✨Cada um pode e deve ser responsável pela própria saúde!✨💪 Converse com seu ginecologista. Hoje, temos todas as condições para viver mais e melhor!

Conta pra nós, quem aqui já sabe o que quer ser quando envelhecer?

Dra. Patricia Valentini de Melo
Idealizadora da Choice Medicine, é formada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e especialista em mastologia, ginecologia e obstetrícia.

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terça-feira, 10 de maio de 2022

Menopausa: olhos secos?



Temos falado muito por aqui sobre a perimenopausa, período de transição da fase reprodutiva da mulher para a não reprodutiva e que pode durar anos antes da chegada à menopausa. É nesse momento que normalmente começam os desequilíbrios hormonais e muitas vivem e convivem com vários sintomas da conhecida flutuação hormonal, uma verdadeira montanha russa de níveis hormonais no organismo.

Muitos desses sintomas vocês já estão cansadas de conhecer, como por exemplo a intensificação da TPM, alterações do humor, irregularidade menstrual, insônia, dores articulares e musculares e, claro, a secura da vagina. Mas será só da vagina? Infelizmente para nós, nessa fase a secura é geral!

Isso mesmo, todas as mucosas tornam-se ressecadas, inclusive a da boca e a dos olhos. Sentir falta de salivação na boca e os olhos secos e até irritados pode ser sim um sinal da deficiência hormonal da peri e da menopausa.

Para o olho seco, o uso de lubrificantes oculares, colírios ou lágrimas artificiais pode ajudar. Mas o melhor resultado é sempre relacionado ao tratamento individualizado em que a terapia hormonal é uma grande opção.

Se isso tem acontecido com você, converse com seu médico. Não só com o oftalmologista! Conte tudo o que sente para o seu ginecologista. Isso pode ser mais importante do que você imagina.

Conte aqui pra gente também quais são os seus sintomas. Você sente os olhos secos?

Dra. Patricia Valentini de Melo
Idealizadora da Choice Medicine, é formada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e especialista em mastologia, ginecologia e obstetrícia.

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terça-feira, 26 de abril de 2022

Menopausa: Qual a diferença entre lubrificante e hidratante íntimo?



Em entrevista para o Belezinha.com.vc, a Dra. Patricia Valentini Melo falou sobre lubrificantes e hidratantes íntimos. Confira trecho da publicação:

Patrícia Valentini Melo, ginecologista, obstetra e mastologista em São Paulo, diz que cuidados com vagina e vulva ajudam a prevenir que a região sofra com a diminuição de hormônios que ocorre após a menopausa, por exemplo. “Muitas mulheres podem ter uma perda só da lubrificação natural — que é feita por fluídos secretados por glândulas presentes em regiões como colo do útero e entrada vagina principalmente no momento de excitação. É isso que ajuda a diminuir o atrito na hora da relação, reduzindo sensação de dor e desconforto”, diz. Porém, segundo ela, com o tempo e fatores diversos como alterações hormonais, diminuição dos níveis de progesterona durante a perimenopausa, deficiência nos níveis de testosterona e até estresse, essa lubrificação é afetada.

Lubrificante x hidratante
A especialista explica que hidratante e lubrificante são coisas bastante diferentes. “Os lubrificantes têm uma ação imediata, servem para serem usados logo antes ou durante a relação sexual ou masturbação. A ação deles é tão rápida que, muitas vezes, o produto precisa ser reaplicado, seja na entrada da vagina, no pênis, nos dedos, nos sex toys, enfim, no que a pessoa for utilizar”, diz.

Já o hidratante tem outra função. “A diminuição de estrogênio que acontece na menopausa e perimenopausa, mas também após tratamentos de câncer e, às vezes até no período de amamentação, pode levar a uma perda de elasticidade das camadas da vagina e do sistema urinário que, devido ao processo inflamatório, traz sintomas como ardência, coceira, ressecamento, irritação e que, com o tempo muda totalmente o pH da região, diminuindo a secreção onde moram os lactobacilos e facilitando infecções. Nesses casos, que são diferentes da perda de lubrificação natural, existem muito mais sintomas e é quando os hidratantes, junto com outros tratamentos, podem ser usados”, explica. Essas fórmulas, especialmente as com ácido hialurônico, provocam a hidratação, aumentam a umidade e um maior conforto na região mesmo fora da relação. “Elas formam uma espécie de camada que deixa a parede vaginal mais espessa e possuem um tempo de duração maior, com necessidade de reaplicação de dois a três dias”, continua.

De olho nos rótulos
Em ambos os casos, é preciso ter atenção com os ingredientes das fórmulas. “Substâncias como parabenos e derivados de petróleo, por exemplo, devem passar longe. Corantes, perfumes e sabores (especialmente quando falamos de lubrificantes) também podem ser bastante irritativos”, nos disse a médica.


Dra. Patricia Valentini de Melo
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terça-feira, 19 de abril de 2022

Menopausa precoce: entenda a causa



Temos falado muito em menopausa por aqui e quem nos acompanha já conhece também a importância da perimenopausa, período de transição que antecede a menopausa em alguns bons anos, quando a mulher passa a apresentar aquela conhecida flutuação hormonal que causa uma série de sintomas que a geração 40 + também já conhece (confira posts anteriores). Mas hoje o que preocupa é a idade com que as mulheres modernas estão chegando à menopausa.

A idade média no Brasil varia entre 48 e 52 anos. Mas esses tempos modernos e tumultuados em que vivemos têm gerado uma antecipação de todo o processo, levando a um aumento estatístico do que chamamos de menopausa precoce, que é definida pela última menstruação antes dos 40 anos de idade.

Até recentemente as causas mais comuns de menopausa precoce eram:
* Fatores genéticos
* Cirurgias com retirada dos ovários
* Quimioterapia ou radioterapia para tratamento de cânceres

Mas, hoje percebemos um aumento do número de mulheres cada vez mais jovens desafiando o equilíbrio hormonal.

No nosso organismo, existe uma competição natural entre os hormônios, mas a prioridade sempre será garantir o hormônio da sobrevivência, o rei cortisol. Não é preciso nem dizer o que acontece com as estressadas crônicas, viciadas em cortisol… Vivem no modo “luta ou fuga”, onde a fertilidade não interessa. E o final dessa história é a geração com menos de 40 já apresentando calorões, alterações de humor, irregularidade menstrual e todos os comemorativos de uma menopausa antecipada.

Quando isso acontece, a terapia hormonal é de extrema importância, já que essa mulher vai viver muito mais tempo sem a proteção dos seus hormônios, o que aumenta consideravelmente o risco de doenças cardiovasculares, osteoporose e outras.

Então, permita-se uma pausinha para refletir sobre as próprias escolhas. Escolha a mini PAUSA diária, antes que a menoPAUSA escolha vocês!


Dra. Patricia Valentini de Melo
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quarta-feira, 13 de abril de 2022

O que é saúde para você?

A Dra. Patricia Valentini de Melo deu dicas sobre qualidade de vida e saúde em live da Unaccam. Confira o vídeo completo: 



Dra. Patricia Valentini de Melo

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Menopausa: Tratamentos naturais




Infelizmente, algumas mulheres realmente não podem fazer terapia de reposição hormonal. Mas, seja por histórico de câncer de mama ou outras condições de saúde, é importante sempre conversar com seu médico para entender qual o melhor tratamento para você. Afinal, a boa notícia é que existem várias alternativas. Tratamentos naturais, como fitoterapia, aromaterapia, acupuntura, práticas corpo/mente, entre outros costumam ter excelentes resultados. Yoga, meditação, tai chi chuan e massagens melhoram muitos sintomas, aliás muito mais do que podemos imaginar, principalmente calores e insônia.

Chá de banana também ajuda na insônia (colocar uma banana orgânica inteira, com casca, para ferver por 5 minutos e tomar o chá antes de dormir é ótimo). A casca de banana é riquíssima em magnésio e uma das funções desse mineral é acalmar e proporcionar um sono de qualidade.

Na categoria dos fitoterápicos temos vários exemplos: Cimecifuga racemosa ajuda nos calores, Angélica e Vitex agnus castus nas alterações de humor, irregularidade menstrual e inchaços. Ainda temos a Maca peruana, a Mucuna pruriens, o Tribullus terrestris, que são plantas adaptógenas e podem ajudar na energia, na libido e na lubrificação, pois modulam a testosterona e a dopamina. A maca peruana é encontrada a granel e pode ser usada em sucos, shakes e massas de panqueca. Mas todos eles podem ser usados na forma de extrato em cápsulas, com doses individualizadas.

O óleo de coco é um produto natural excelente para ressecamento vaginal. Rico em ácido cáprico e caprílico funciona como antifúngico e bactericida, melhorando a flora vaginal, além de lubrificar (não usar com camisinha).

Dra. Patricia Valentini de Melo
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